Referência rápida

Tabela da Escala de Coma de Glasgow

Critérios adultos de abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, com regra explícita para componentes Não Testáveis (NT).

Abertura ocular (O): como pontuar de 1 a 4

PontosRespostaDescrição
4EspontâneaAbre os olhos sem estímulo
3Ao somAbre após solicitação verbal
2À pressãoAbre após estímulo de pressão
1AusenteNão abre os olhos
NTNão TestávelEdema periorbital ou trauma ocular

Resposta verbal (V): como pontuar de 1 a 5

PontosRespostaDescrição
5OrientadaResponde de forma orientada
4ConfusaConversa, porém desorientada
3PalavrasPalavras isoladas inteligíveis
2SonsGemidos ou sons incompreensíveis
1AusenteSem resposta verbal
NTNão TestávelIntubação, traqueostomia ou afasia que impeça avaliação confiável

Resposta motora (M): como pontuar de 1 a 6

PontosRespostaDescrição
6Obedece comandosExecuta ação simples solicitada
5Localiza a pressãoLocaliza o estímulo e tenta removê-lo
4Flexão normalRetirada rápida ao estímulo
3Flexão anormalPadrão de decorticação
2ExtensãoPadrão de descerebração
1AusenteSem resposta motora
NTNão TestávelBloqueio neuromuscular, sedação profunda ou limitação motora

Como somar e registrar o escore da Escala de Glasgow?

Quando O, V e M são testáveis, some os três componentes: ECG = O + V + M. Registre também a notação completa, por exemplo O4 V5 M6 = ECG 15, porque pacientes com o mesmo total podem ter padrões neurológicos diferentes.

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Quando não somar o escore total?

Se qualquer componente estiver Não Testável (NT), não force pontuação 1 e não produza total. Registre os componentes disponíveis e o fator de interferência, como O4 V(NT) M6 — intubado. Veja exemplos em Como avaliar.

Tabela pediátrica

A escala pediátrica usa descritores diferentes para crianças pré-verbais, mantendo O 1–4, V 1–5 e M 1–6. Veja a tabela pediátrica completa e a calculadora com resultado.

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Fontes e revisão

Referências principais

  1. 1

    Teasdale G, Jennett B. Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Lancet. 1974.

  2. 2

    Teasdale G, et al. The Glasgow Coma Scale at 40 years: standing the test of time. Lancet Neurol. 2014.

  3. 3

    Brennan PM, Murray GD, Teasdale GM. Simplifying the use of prognostic information in traumatic brain injury. J Neurosurg. 2018.

Ver página completa de referências →
Dr. Carlos Felipe, autor e revisor técnico da Escala de Glasgow
Autor e revisor técnico

Dr. Carlos Felipe

Médico — CRM-MG 105.721

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.

Última revisão: 15 de agosto de 2026CRM/MG 105.721