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Escala de Coma de Glasgow pediátrica: tabela por faixa etária

Adaptação dos descritores para lactentes e crianças pré-verbais, mantendo as mesmas amplitudes de pontuação da escala adulta.

Resumo
  • • O 1–4 · V 1–5 · M 1–6 · total 3–15.
  • • O que muda são os descritores, não os limites de pontuação.
  • • Crianças pré-verbais exigem adaptação principalmente da resposta verbal.
  • • Se um componente não puder ser avaliado de forma confiável, registre NT e não some o total.

O que muda na Escala de Glasgow pediátrica?

A adaptação pediátrica preserva a estrutura O + V + M e a faixa total de 3 a 15. Em crianças pequenas, os descritores são ajustados ao desenvolvimento: interação social, choro, vocalização e comportamento motor esperado para a idade substituem tarefas que dependem de linguagem e orientação verbal maduras.

Tabela da Escala de Glasgow pediátrica

Descritores para crianças pré-verbais. Amplitudes idênticas à versão adulta: O 1–4 · V 1–5 · M 1–6 · total 3–15.

PontosAbertura ocular (O)Resposta verbal (V)Resposta motora (M)
6Movimenta-se espontânea e adequadamente para a idade (ou obedece)
5Balbucia, arrulha, sorriso social, fixa e segue objetosLocaliza: retira ao toque
4EspontâneaChoro irritado, mas consolávelRetirada à pressão (flexão normal)
3Ao som / à falaChoro persistente, inconsolável; gemido à pressãoFlexão anormal (decorticação)
2À pressãoAgitação, inquietação inconsolávelExtensão (descerebração)
1AusenteAusenteAusente
NTEdema periorbital, trauma ocularIntubação, traqueostomiaBloqueio neuromuscular, sedação profunda

A partir de ~2 anos: a resposta motora do adulto já pode ser aplicável conforme desenvolvimento.

A partir de ~5 anos: a escala do adulto pode ser aplicada integralmente, com perguntas de orientação adaptadas à idade.

Calculadora pediátrica

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Descritores adaptados para crianças pré-verbais. As amplitudes permanecem O 1–4, V 1–5 e M 1–6.

OAbertura ocular1–4
VResposta verbal pré-verbal1–5
MResposta motora1–6

Resultado atual: preencha O, V e M. Se houver componente NT, não some o total.

Como avaliar a resposta verbal em lactentes?

Observe a qualidade da interação: sorriso social, fixação e seguimento, balbucio ou arrulho, além do padrão de choro. Diferencie choro consolável de choro persistente e inconsolável. O cuidador ajuda a reconhecer o comportamento habitual e a separar estranhamento, medo e alteração real do nível de consciência.

Como avaliar a resposta motora em lactentes?

Considere movimento espontâneo apropriado para a idade e a resposta ao toque ou à pressão. Reflexos primitivos e limitações motoras do desenvolvimento podem confundir a observação; registre fatores de interferência em vez de forçar uma pontuação que não represente a resposta examinada.

A partir de que idade se usa a escala do adulto?

A transição depende do desenvolvimento. Em torno de 2 anos, o componente motor adulto costuma se tornar aplicável; por volta de 5 anos, a escala adulta pode ser utilizada integralmente, ajustando as perguntas de orientação à capacidade esperada para a idade.

O que a Escala de Glasgow pediátrica não faz?

Ela não substitui avaliação neurológica pediátrica completa nem elimina a necessidade de interpretar medo, sono fisiológico, pós-ictal, hipoglicemia, febre e outras causas de alteração comportamental. Registre sempre os componentes e o contexto clínico observado.

Armadilhas na avaliação pediátrica

  • • Avaliar em ambiente ruidoso ou sem permitir aproximação do cuidador.
  • • Confundir medo, estranhamento ou sono fisiológico com rebaixamento.
  • • Ignorar hipoglicemia, estado pós-ictal, febre e outras causas reversíveis.
  • • Forçar um total quando algum componente é não testável.

Perguntas frequentes

Qual o Glasgow normal de um bebê?

Uma criança sem alteração do nível de consciência deve alcançar a melhor resposta esperada para sua etapa de desenvolvimento em O, V e M; a adaptação pediátrica existe justamente para não penalizar quem ainda não fala ou não executa tarefas de adulto.

Como calcular Glasgow em criança que não fala?

Use os descritores pediátricos da resposta verbal, baseados em interação, vocalização e choro, mantendo V de 1 a 5.

Glasgow pediátrico vai de 3 a 15?

Sim. O 1–4, V 1–5 e M 1–6 mantêm as mesmas amplitudes; mudam os descritores adequados ao desenvolvimento.

Qual a diferença entre Glasgow pediátrico e adulto?

A estrutura é a mesma. A diferença principal está nos descritores usados para julgar respostas em crianças que ainda não têm linguagem e comportamento motor comparáveis aos de um adulto.

Fontes e revisão

Referências principais

  1. 1

    Teasdale G, Jennett B. Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Lancet. 1974.

  2. 2

    Teasdale G, et al. The Glasgow Coma Scale at 40 years: standing the test of time. Lancet Neurol. 2014.

  3. 3

    Brennan PM, Murray GD, Teasdale GM. Simplifying the use of prognostic information in traumatic brain injury. J Neurosurg. 2018.

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Dr. Carlos Felipe, autor e revisor técnico da Escala de Glasgow
Autor e revisor técnico

Dr. Carlos Felipe

Médico — CRM-MG 105.721

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.

Última revisão: 15 de agosto de 2026CRM/MG 105.721