
Dr. Carlos Felipe
Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.
Adaptação dos descritores para lactentes e crianças pré-verbais, mantendo as mesmas amplitudes de pontuação da escala adulta.
A adaptação pediátrica preserva a estrutura O + V + M e a faixa total de 3 a 15. Em crianças pequenas, os descritores são ajustados ao desenvolvimento: interação social, choro, vocalização e comportamento motor esperado para a idade substituem tarefas que dependem de linguagem e orientação verbal maduras.
Descritores para crianças pré-verbais. Amplitudes idênticas à versão adulta: O 1–4 · V 1–5 · M 1–6 · total 3–15.
| Pontos | Abertura ocular (O) | Resposta verbal (V) | Resposta motora (M) |
|---|---|---|---|
| 6 | — | — | Movimenta-se espontânea e adequadamente para a idade (ou obedece) |
| 5 | — | Balbucia, arrulha, sorriso social, fixa e segue objetos | Localiza: retira ao toque |
| 4 | Espontânea | Choro irritado, mas consolável | Retirada à pressão (flexão normal) |
| 3 | Ao som / à fala | Choro persistente, inconsolável; gemido à pressão | Flexão anormal (decorticação) |
| 2 | À pressão | Agitação, inquietação inconsolável | Extensão (descerebração) |
| 1 | Ausente | Ausente | Ausente |
| NT | Edema periorbital, trauma ocular | Intubação, traqueostomia | Bloqueio neuromuscular, sedação profunda |
A partir de ~2 anos: a resposta motora do adulto já pode ser aplicável conforme desenvolvimento.
A partir de ~5 anos: a escala do adulto pode ser aplicada integralmente, com perguntas de orientação adaptadas à idade.
Descritores adaptados para crianças pré-verbais. As amplitudes permanecem O 1–4, V 1–5 e M 1–6.
Resultado atual: preencha O, V e M. Se houver componente NT, não some o total.
Observe a qualidade da interação: sorriso social, fixação e seguimento, balbucio ou arrulho, além do padrão de choro. Diferencie choro consolável de choro persistente e inconsolável. O cuidador ajuda a reconhecer o comportamento habitual e a separar estranhamento, medo e alteração real do nível de consciência.
Considere movimento espontâneo apropriado para a idade e a resposta ao toque ou à pressão. Reflexos primitivos e limitações motoras do desenvolvimento podem confundir a observação; registre fatores de interferência em vez de forçar uma pontuação que não represente a resposta examinada.
A transição depende do desenvolvimento. Em torno de 2 anos, o componente motor adulto costuma se tornar aplicável; por volta de 5 anos, a escala adulta pode ser utilizada integralmente, ajustando as perguntas de orientação à capacidade esperada para a idade.
Ela não substitui avaliação neurológica pediátrica completa nem elimina a necessidade de interpretar medo, sono fisiológico, pós-ictal, hipoglicemia, febre e outras causas de alteração comportamental. Registre sempre os componentes e o contexto clínico observado.
Uma criança sem alteração do nível de consciência deve alcançar a melhor resposta esperada para sua etapa de desenvolvimento em O, V e M; a adaptação pediátrica existe justamente para não penalizar quem ainda não fala ou não executa tarefas de adulto.
Use os descritores pediátricos da resposta verbal, baseados em interação, vocalização e choro, mantendo V de 1 a 5.
Sim. O 1–4, V 1–5 e M 1–6 mantêm as mesmas amplitudes; mudam os descritores adequados ao desenvolvimento.
A estrutura é a mesma. A diferença principal está nos descritores usados para julgar respostas em crianças que ainda não têm linguagem e comportamento motor comparáveis aos de um adulto.

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.