
Dr. Carlos Felipe
Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.
Some abertura ocular, resposta verbal e resposta motora para obter o escore da Escala de Coma de Glasgow. A calculadora também permite registrar itens não testáveis e acrescentar a reatividade pupilar para a ECG-P.
Selecione a melhor resposta observada em cada componente. O resultado aparece ao lado no desktop e logo abaixo no celular.
Número seleciona no grupo em foco · Tab avança de grupo · Esc limpa · Ctrl+C copia o registro
Conteúdo complementar à calculadora, organizado por intenção de uso.
A Escala de Coma de Glasgow descreve o nível de consciência por três componentes independentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. O registro por componentes preserva mais informação do que o total isolado.
A ECG foi descrita por Graham Teasdale e Bryan Jennett em 1974. O método moderno recomenda observar, estimular quando necessário, classificar a melhor resposta observada e registrar fatores que interfiram na avaliação.
Veja a tabela completa ou use a calculadora.
Quando os três componentes são testáveis, o total varia de 3 a 15. A leitura mais útil continua sendo O, V e M separadamente, porque o mesmo total pode resultar de combinações clínicas diferentes.
| Escore | Faixa | Leitura |
|---|---|---|
| 13–15 | Leve | Menor comprometimento do nível de consciência. |
| 9–12 | Moderado | Comprometimento intermediário; exige avaliação clínica e acompanhamento. |
| 3–8 | Grave | Comprometimento importante; o número isolado não determina conduta de via aérea. |
Observe primeiro. Se não houver resposta espontânea, use estímulo sonoro e depois pressão padronizada. Julgue ocular, verbal e motor separadamente e registre NT quando um fator de interferência impedir avaliação confiável.
Observe abertura espontânea; depois use som e, se necessário, pressão. A terminologia moderna usa “pressão”, não “dor”, para padronizar a avaliação.
Classifique orientação, confusão, palavras isoladas, sons ou ausência. Afasia, intubação e outros fatores podem tornar o componente não testável.
Teste comando simples e, se necessário, pressão. Diferencie localização, flexão normal, flexão anormal, extensão e ausência. Veja o passo a passo em Como avaliar.
Em crianças pré-verbais, a estrutura da ECG é preservada e os descritores são adaptados ao desenvolvimento. Amplitudes idênticas à versão adulta: O 1–4 · V 1–5 · M 1–6 · total 3–15.
O que muda são os descritores, não os limites. A resposta verbal passa a considerar interação, balbucio e padrão de choro; a resposta motora considera comportamento apropriado para a idade. A página pediátrica traz a tabela completa e uma calculadora específica com resultado.
| Pontos | Abertura ocular (O) | Resposta verbal (V) | Resposta motora (M) |
|---|---|---|---|
| 6 | — | — | Movimenta-se espontânea e adequadamente para a idade (ou obedece) |
| 5 | — | Balbucia, arrulha, sorriso social, fixa e segue objetos | Localiza: retira ao toque |
| 4 | Espontânea | Choro irritado, mas consolável | Retirada à pressão (flexão normal) |
| 3 | Ao som / à fala | Choro persistente, inconsolável; gemido à pressão | Flexão anormal (decorticação) |
| 2 | À pressão | Agitação, inquietação inconsolável | Extensão (descerebração) |
| 1 | Ausente | Ausente | Ausente |
| NT | Edema periorbital, trauma ocular | Intubação, traqueostomia | Bloqueio neuromuscular, sedação profunda |
Use NT quando um fator clínico impedir avaliação confiável. NT não equivale a 1. Se houver qualquer componente NT, não some o total; registre os componentes disponíveis e documente o fator de interferência.
| Componente | Exemplo de limitante | Registro |
|---|---|---|
| Ocular | Edema periorbital ou trauma ocular | O(NT) V5 M6 |
| Verbal | Intubação ou afasia que impeça avaliação confiável | O3 V(NT) M5 |
| Motor | Bloqueio neuromuscular ou sedação profunda | O4 V4 M(NT) |
A ECG foi feita para comunicar o estado observado e sua evolução. Compare avaliações ao longo do tempo, sempre registrando horário, componentes e contexto, em vez de interpretar um único total sem referência temporal.
Registre como NT somente o componente realmente inviabilizado. Intubação afeta o verbal; edema periorbital pode impedir o ocular; bloqueio neuromuscular pode impedir o motor. Não converta impossibilidade de teste em pontuação baixa.
Registre V(NT) e mantenha O e M quando testáveis.
Afasia pode preservar compreensão sem permitir produção verbal. Não compense compreensão com V4 ou V5; se a avaliação verbal não for confiável, registre V(NT) e descreva a compreensão em texto livre.
Se o movimento não pode ser julgado, registre M(NT) e documente o fator de interferência.
A ECG descreve o nível de consciência. Outros escores respondem a perguntas clínicas diferentes e devem ser usados apenas quando o cenário exigir aquela estratificação específica.

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.