Avaliação rápida do nível de consciência

Escala de Glasgow: calculadora e tabela da ECG

Some abertura ocular, resposta verbal e resposta motora para obter o escore da Escala de Coma de Glasgow. A calculadora também permite registrar itens não testáveis e acrescentar a reatividade pupilar para a ECG-P.

Revisão médicaProcessamento local15 de agosto de 2026 · CRM/MG 105.721
Calculadora clínica

Calcule a Escala de Glasgow

Selecione a melhor resposta observada em cada componente. O resultado aparece ao lado no desktop e logo abaixo no celular.

OAbertura Ocular1–4
VResposta Verbal1–5
MResposta Motora1–6
PReatividade PupilarOpcional

Número seleciona no grupo em foco · Tab avança de grupo · Esc limpa · Ctrl+C copia o registro

Guias da Escala de Glasgow

Vá direto ao ponto clínico que precisa

Conteúdo complementar à calculadora, organizado por intenção de uso.

ESCALAS & TERMINOLOGIA

O que é a Escala de Glasgow?

RESUMO

A Escala de Coma de Glasgow descreve o nível de consciência por três componentes independentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. O registro por componentes preserva mais informação do que o total isolado.

A ECG foi descrita por Graham Teasdale e Bryan Jennett em 1974. O método moderno recomenda observar, estimular quando necessário, classificar a melhor resposta observada e registrar fatores que interfiram na avaliação.

Veja a tabela completa ou use a calculadora.

INTERPRETAÇÃO

Como interpretar o escore da Escala de Glasgow?

RESUMO

Quando os três componentes são testáveis, o total varia de 3 a 15. A leitura mais útil continua sendo O, V e M separadamente, porque o mesmo total pode resultar de combinações clínicas diferentes.

EscoreFaixaLeitura
13–15LeveMenor comprometimento do nível de consciência.
9–12ModeradoComprometimento intermediário; exige avaliação clínica e acompanhamento.
3–8GraveComprometimento importante; o número isolado não determina conduta de via aérea.

AVALIAÇÃO

Como avaliar os componentes?

RESUMO

Observe primeiro. Se não houver resposta espontânea, use estímulo sonoro e depois pressão padronizada. Julgue ocular, verbal e motor separadamente e registre NT quando um fator de interferência impedir avaliação confiável.

Abertura ocular (O)

Observe abertura espontânea; depois use som e, se necessário, pressão. A terminologia moderna usa “pressão”, não “dor”, para padronizar a avaliação.

Resposta verbal (V)

Classifique orientação, confusão, palavras isoladas, sons ou ausência. Afasia, intubação e outros fatores podem tornar o componente não testável.

Resposta motora (M)

Teste comando simples e, se necessário, pressão. Diferencie localização, flexão normal, flexão anormal, extensão e ausência. Veja o passo a passo em Como avaliar.


PEDIÁTRICO

Como aplicar a Escala de Glasgow em crianças?

RESUMO

Em crianças pré-verbais, a estrutura da ECG é preservada e os descritores são adaptados ao desenvolvimento. Amplitudes idênticas à versão adulta: O 1–4 · V 1–5 · M 1–6 · total 3–15.

O que muda são os descritores, não os limites. A resposta verbal passa a considerar interação, balbucio e padrão de choro; a resposta motora considera comportamento apropriado para a idade. A página pediátrica traz a tabela completa e uma calculadora específica com resultado.

PontosAbertura ocular (O)Resposta verbal (V)Resposta motora (M)
6Movimenta-se espontânea e adequadamente para a idade (ou obedece)
5Balbucia, arrulha, sorriso social, fixa e segue objetosLocaliza: retira ao toque
4EspontâneaChoro irritado, mas consolávelRetirada à pressão (flexão normal)
3Ao som / à falaChoro persistente, inconsolável; gemido à pressãoFlexão anormal (decorticação)
2À pressãoAgitação, inquietação inconsolávelExtensão (descerebração)
1AusenteAusenteAusente
NTEdema periorbital, trauma ocularIntubação, traqueostomiaBloqueio neuromuscular, sedação profunda
NT

Quando registrar um componente como Não Testável (NT)?

RESUMO

Use NT quando um fator clínico impedir avaliação confiável. NT não equivale a 1. Se houver qualquer componente NT, não some o total; registre os componentes disponíveis e documente o fator de interferência.

ComponenteExemplo de limitanteRegistro
OcularEdema periorbital ou trauma ocularO(NT) V5 M6
VerbalIntubação ou afasia que impeça avaliação confiávelO3 V(NT) M5
MotorBloqueio neuromuscular ou sedação profundaO4 V4 M(NT)
PROGRESSÃO

Por que a evolução seriada importa?

RESUMO

A ECG foi feita para comunicar o estado observado e sua evolução. Compare avaliações ao longo do tempo, sempre registrando horário, componentes e contexto, em vez de interpretar um único total sem referência temporal.

LIMITANTES

Como avaliar Glasgow em paciente sedado, intubado ou afásico?

RESUMO

Registre como NT somente o componente realmente inviabilizado. Intubação afeta o verbal; edema periorbital pode impedir o ocular; bloqueio neuromuscular pode impedir o motor. Não converta impossibilidade de teste em pontuação baixa.

Paciente intubado

Registre V(NT) e mantenha O e M quando testáveis.

Paciente com afasia expressiva

Afasia pode preservar compreensão sem permitir produção verbal. Não compense compreensão com V4 ou V5; se a avaliação verbal não for confiável, registre V(NT) e descreva a compreensão em texto livre.

Bloqueio neuromuscular

Se o movimento não pode ser julgado, registre M(NT) e documente o fator de interferência.

ESCALAS RELACIONADAS

Quais escalas complementam a Escala de Glasgow?

RESUMO

A ECG descreve o nível de consciência. Outros escores respondem a perguntas clínicas diferentes e devem ser usados apenas quando o cenário exigir aquela estratificação específica.

CURB-65
Avaliação de gravidade em pneumonia adquirida na comunidade; inclui confusão como um dos critérios.Contexto Glasgow: Útil quando pneumonia e alteração do estado mental aparecem no mesmo atendimento.
Critérios de Wells
Estratificação de probabilidade clínica para tromboembolismo venoso.Contexto Glasgow: Ferramenta paralela quando o quadro clínico exige avaliação de TEP/TVP.
HEART Score
Estratificação de risco em pacientes com dor torácica no contexto de síndrome coronariana aguda.Contexto Glasgow: Complementa, mas não substitui, avaliação neurológica quando há alteração de consciência.
Escore de Alvarado
Ferramenta de apoio à avaliação clínica de suspeita de apendicite aguda.Contexto Glasgow: Exemplo de escore específico de doença, diferente da avaliação neurológica da ECG.
FOUR Score
Escala neurológica que inclui respostas ocular e motora, reflexos de tronco e padrão respiratório, sem componente verbal.Contexto Glasgow: Pode ser considerada em pacientes intubados e cenários de terapia intensiva.
AVDI (AVPU)
Esquema de triagem rápida em quatro categorias: Alerta, resposta Verbal, resposta à Dor (pressão) e Inconsciente. Em inglês: Alert, Voice, Pain, Unresponsive.Contexto Glasgow: Não é predecessora nem versão simplificada da ECG; é uma ferramenta paralela de triagem rápida. A correspondência com a ECG é aproximada e não substitui O, V e M.

PERGUNTAS FREQUENTES

O que significa Glasgow 3?
Glasgow 3 é a pontuação mínima possível quando todos os componentes são testáveis. Indica ausência de abertura ocular, ausência de resposta verbal e ausência de resposta motora, sugerindo estado de coma profundo.
O que significa Glasgow 15?
Glasgow 15 é a pontuação máxima. Indica que o paciente abre os olhos espontaneamente, está orientado e obedece a comandos motores, sugerindo nível de consciência preservado.
Quando intubar pelo Glasgow?
Tradicionalmente, no trauma craniano, um escore ≤ 8 é indicativo de intubação para proteção de via aérea. No entanto, em casos clínicos gerais (intoxicação, pós-convulsão), a decisão depende da capacidade real do paciente de proteger a via aérea e do prognóstico imediato.
Como aplicar a escala em pacientes sedados?
Pacientes sob sedação profunda ou bloqueio neuromuscular devem ter seus componentes registrados como Não Testáveis (NT). Idealmente, a avaliação neurológica deve ser feita durante a 'janela de sedação' (despertar diário).
Como avaliar paciente intubado?
Um paciente entubado não pode ter sua resposta verbal avaliada clinicamente de forma padronizada. Portanto, o componente verbal (V) deve ser registrado como NT (Não Testável), e a pontuação total não deve ser somada.
O que é resposta motora localizadora?
É quando o paciente, após receber um estímulo de pressão central (como no trapézio ou incisura supraorbitária), eleva a mão acima do nível da clavícula na tentativa de remover o estímulo.
Qual a diferença do Glasgow antigo para o atual?
A atualização mais recente enfatizou o registro separado dos componentes (EVM) em vez da pontuação total, clarificou a diferença entre flexão normal e anormal, e instituiu formalmente o uso do status 'Não Testável' (NT) em vez de forçar a pontuação 1.
Quem criou a Escala de Glasgow?
A escala foi publicada pela primeira vez em 1974 pelos professores de neurocirurgia Graham Teasdale e Bryan Jennett da Universidade de Glasgow, na Escócia.

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Fontes e revisão

Referências principais

  1. 1

    Teasdale G, Jennett B. Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Lancet. 1974.

  2. 2

    Teasdale G, et al. The Glasgow Coma Scale at 40 years: standing the test of time. Lancet Neurol. 2014.

  3. 3

    Brennan PM, Murray GD, Teasdale GM. Simplifying the use of prognostic information in traumatic brain injury. J Neurosurg. 2018.

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Dr. Carlos Felipe, autor e revisor técnico da Escala de Glasgow
Autor e revisor técnico

Dr. Carlos Felipe

Médico — CRM-MG 105.721

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.

Última revisão: 15 de agosto de 2026CRM/MG 105.721