Caso 1: trauma cranioencefálico
Homem, 45 anos, vítima de queda de altura, TCE fechado. Abre os olhos ao chamado (O3), responde confuso (V4) e obedece comando motor (M6). ECG = 13. O número não substitui a avaliação clínica e a evolução seriada.
Observe, estimule de forma padronizada e registre o melhor comportamento observado em abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Quando houver fator de interferência, use NT em vez de inventar um valor.
Observe primeiro se o paciente abre os olhos espontaneamente. Se não, use estímulo sonoro; persistindo ausência de resposta, aplique pressão padronizada.
Locais de pressão: pressão na extremidade dos dedos, pinçamento do trapézio e incisura supraorbitária. Evite estímulos não padronizados.
Avalie orientação e qualidade da produção verbal. Resposta orientada pontua 5; conversação confusa 4; palavras isoladas inteligíveis 3; sons ou gemidos 2; ausência 1. Quando afasia, intubação ou outro fator impedir avaliação verbal confiável, registre V(NT).
Peça uma ação simples. Se não houver resposta adequada, aplique pressão e diferencie localização, flexão normal, flexão anormal, extensão e ausência. Bloqueio neuromuscular, sedação profunda ou limitação periférica podem tornar o componente não testável.
Homem, 45 anos, vítima de queda de altura, TCE fechado. Abre os olhos ao chamado (O3), responde confuso (V4) e obedece comando motor (M6). ECG = 13. O número não substitui a avaliação clínica e a evolução seriada.
Mulher, 32 anos. Olhos abrem à pressão (O2), emite palavras isoladas inteligíveis, sem formar frases (V3) e apresenta flexão normal (M4). ECG = 9. Registre a causa presumida e acompanhe a tendência.
Homem, 67 anos, AVC isquêmico em território de Broca. Abre os olhos espontaneamente (O4). Não emite palavras; compreende e executa “levante o braço” (M6). Componente verbal não avaliável de forma confiável → V(NT).
Registro correto: O4 V(NT) M6 — afasia de expressão, compreensão preservada. Não some o total. Documente a compreensão preservada em texto livre.
Registre horário, componentes e fatores de interferência. O total é secundário ao padrão O/V/M.
08:30 — O3 V4 M5 = ECG 12. Responde confuso. Sem sedação.
10:15 — O4 V5 M6 = ECG 15. Alerta e orientado.
11:40 — O4 V(NT) M6 — intubado. Total não somado.
Marque como NT apenas o componente cuja avaliação foi inviabilizada. Intubação interfere na resposta verbal; edema periorbital pode impedir abertura ocular; bloqueio neuromuscular pode impedir resposta motora. Não transforme ausência de testabilidade em pontuação 1 e não some um total artificial.

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.