
Dr. Carlos Felipe
Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.
A ECG-P combina o escore clássico com o Escore de Reatividade Pupilar para ampliar a discriminação prognóstica, especialmente em traumatismo cranioencefálico grave.
A ECG-P (GCS-P) é a Escala de Coma de Glasgow combinada à reatividade pupilar. Subtrai-se do escore clássico o Escore de Reatividade Pupilar, produzindo um valor de 1 a 15. Foi proposta em 2018 para melhorar a discriminação prognóstica no traumatismo cranioencefálico, especialmente entre pacientes concentrados na faixa mais grave da escala tradicional.
ECG-P = (O + V + M) − ERP
| ERP | Achado pupilar |
|---|---|
| 0 | Ambas as pupilas reagem à luz |
| 1 | Uma pupila não reage à luz |
| 2 | Nenhuma pupila reage à luz |
Exemplo: paciente com O1 V1 M2 (ECG 4) e nenhuma pupila reativa (ERP 2) resulta em ECG-P = 2.
ECG-P = ECG total − ERP. O Escore de Reatividade Pupilar varia de 0 a 2.
A escala clássica tem piso em 3. Ao incorporar a resposta pupilar e estender o resultado até 1, a ECG-P adiciona granularidade na faixa de maior gravidade e combina dois indicadores clínicos importantes de lesão cerebral traumática.
A ECG-P foi desenvolvida para estratificação prognóstica em TCE. Para comunicação clínica de rotina, continue registrando os componentes O, V e M separadamente; o valor combinado não substitui a descrição do exame.
Não substitui exame neurológico completo, neuroimagem ou avaliação de outros reflexos de tronco. Também não dispensa o registro por componentes. Um ECG-P isolado não mostra qual componente da escala está comprometido.
Opioides, agentes anticolinérgicos, trauma ocular direto, cirurgia oftalmológica prévia e midriáticos tópicos podem alterar a interpretação da reatividade pupilar. Documente fatores de interferência junto ao ERP.
1 ponto: ECG 3 com ERP 2.
Não. É uma extensão prognóstica; o registro por componentes O, V e M permanece essencial.
Não há validação pediátrica equivalente à população adulta com TCE. Em crianças, use a Escala de Glasgow pediátrica e registre reatividade pupilar como parte do exame.

Responsável pela revisão técnica e editorial deste conteúdo. A calculadora é uma ferramenta de apoio ao registro e à compreensão da Escala de Coma de Glasgow; a interpretação depende do contexto clínico.